sábado, 12 de novembro de 2011

Prismas

" A vantagem de ser inteligente é que podemos fingir que somos imbecis, enquanto o contrário, é completamente impossível. " 
Woody Allen
 
 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Circuito

Todos os que lêem esta mensagem existem. Todavia, se 10 pessoas a lerem, encontramos pessoas diferentes umas das outras. E se forem 100 pessoas serão 100 identidades diferentes, 100 modos de ver o mundo, 100 maneiras de interpretar o que aqui é dito.
Isto pode parecer ridículo, por parecer demasiado óbvio, mas julgo que não o é. Pretendo transmitir a necessidade de conhecer o outro, de nos exploramos e apreciarmos, em suma de ter conhecimento do ser mais complexo do mundo: o Homem!
Porque às vezes vemos mas não visualizamos, lemos e não interpretamos, pensamos e não somos racionais, respiramos sem viver, somos sem ser: superficiais!
Na verdade, somos personagens antagónicas e pautamos a vida pela necessidade de sermos e vivermos a nossa múltipla face, a nossa múltipla identidade.
Partamos à descoberta do outro? E mesmo daqueles que não gostamos, seremos capazes de o tomar como exemplo para aquilo que não queremos ser; o outro é o nosso espelho!
VIVAMOS!


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ser Pessoa Nenhuma

Por momentos desejaria ser imóvel e intemporal, pois só assim não sentiria saudade de quem fui ou então esperança daquilo que talvez nunca serei...


sábado, 5 de novembro de 2011

Não me Peçam Razões - José Saramago

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
 

domingo, 30 de outubro de 2011

Vivências do Irreal

Reprimi o som do televisor e então entendi que tudo, isto, é propaganda (enganosa). São as cores, os rostos, as formas, os movimentos, a entoação, qualquer coisa de espécie humana. Tudo isto é fútil, tudo isto é condenável ao degredo. Mudar de canal? Talvez…
Quando é que as palavras terão o seu valor real e valerão por si mesmas? Porque dizemos que este ou aquele é um bom livro? Não deveria bastar ser livro para ser bom? Porque algo tem de pressupor outro algo para caracterizar uma identidade? O quê? O céu é azul e eu sou humano, condenado ao sufoco ou à delinquência, como preferirem…

E era uma vez um ser insignificante que, incompreensivelmente, quis vestir o mundo de realidade. Mostrem os gordos, os pobres, mas não em reportagens sensacionalistas ou programas duvidosos. Tragam para o primeiro plano todos esses que andam por aí dispersos, mostrem a realidade, mostrem o mundo… Utopias?! Mais não, obrigado.

sábado, 22 de outubro de 2011

Felicidade? Onde?

Ouvia numa entrevista à uns dias atrás, em que um homem que praticava a caridade afirmava que aquele que conhece o mundo não é feliz. Deixo-ve algumas imagens; vamos reflectir...



 "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sentido da Vida

A vida é um passaporte clandestino para a morte.

O Objectivo da Arte não é Ser Compreensível - Fernando Pessoa

"Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar.
Há ideias vulgares e ideias elevadas, há sensações simples e sensações complexas; e há criaturas que só têm ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes têm ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a expressão. Não há para a arte critério exterior. O fim da arte não é ser compreensível, porque a arte não é a propaganda política ou imoral." 


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vida Puta

Oh vida, nesse sorriso maléfico e nessa ânsia de poder, de ódio, de vingança, vais deslizando. És uma rameira que vagueia os seus valores; és puta vida: vendeste ao esperma alheio, ao dinheiro e tal como puta, que és, todos te desejam, mas só te compra quem pode. E traveste-te de gente com o teu punhal erguido, que só espetas nas costas, porque tu és puta, és terrena, dás o corpo às balas, apesar de só receberes flores. Todavia, como puta que és, a tua mira é certeira. 
Oh vida, és incrivelmente puta ,alugaste, dás-te em troca do sofrimento alheio. És puta, e como puta que és, e sabes sê-lo, dás-no o prazer instantâneo, e nós fraquejamos. Mas tu és puta, e como puta que és, és aquilo que quiseres, pois o teu olhar é como o nevoeiro de Inverno, vago e frio que gelas corpos e sufocas as almas;  mas és puta e, na verdade, todos queremos provar um pedaço do teu pecado mortal. Oh vida, vendes-me o amanhã? É que o hoje já te paguei…  




Verdade

"Para isto eu nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade, ouve a minha voz."
Jesus Cristo

 Salvador Dali  

Rumos

"O presente é a sombra que se move separando o ontem do amanhã. Nela repousa a esperança."


terça-feira, 18 de outubro de 2011