sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Tudo É Foi
Porventura não tanto a vontade, mas eventualmente a necessidade que me
atirar, hoje, para as palavras. Ambiciono
que elas carreguem o suor do quanto quero que não seja meu.
Sinto-me como um derrotado. Mas a sê-lo, ainda que o fosse
pelas guerras, e não pela frustração. Persinto que dou passos efémeros e que
nada tem a capacidade de ser digno ao equivalente dos meus sonhos. É como se
estivesse à beira mar; o odor forte a invadir-me e que não molha-se. Fico pregado
às rochas, deitando sonhos em pedras e navegando na brusquidão dos ventos, por entre o solo.
Sou um livre prisioneiro de mim, como estas palavras que
descarto no papel e que lá fora, mesmo aqui ao lado da janela, não seguem
rumos, são inválidas, inúteis. Estou hoje carregado pelos sonhos, sufocado pelas
ambições e irrealmente vivo. As vitórias(!) fazem tombar as pálpebras e
deixam-se em caminho virado para o passado, do paladar amargo de olhar para trás
e de ver ao fundo (mas demasiado próximo) a vereda que aqui me deixou.
Aqui, à volta com os concepções, tenho dor, a garganta
presa, o sustentar da respiração.
De que preciso? Direi, que nem eu o sei. Eventualmente de
estar só, distante de tudo: deste papel sujo, deste bicho tecnológico, dos
livros que me contam tudo aquilo que nem sei se precisava de saber existir.
Escorre nesta chuva de Maio, onde até o Outono decide
visitar a Primavera, a saudade ingreme dos insignificantes da minha infância
(perdida).
Agora? O que há no agora? Tenho tudo, ou quase tudo… e nada encontro. Os meus braços são curtos e frágeis para albergarem as minhas aspirações.
Dentro de semanas termino aquilo a que se chama de Secundário. Sairei
de casa, irei para a faculdade. E daí? Trará a faculdade o jarro de onde preciso
de afogar a minha sede? Estarei condenado aos meus frágeis sonhos?
Quero sentir o parar. Respirar. Sorrir (fundo). E ousar
dizer “feliz”. Preciso de não precisar de dinheiro, de relógios, de telemóveis,
de net’s e de todo o nojo que me rodeia. Deixar, debaixo dos pés, vícios,
medos, ambições, sonhos, desenhos e até mesmo este asqueroso papel.
E aí, ficar assim:
- SÓ!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Humanamente Frágil
Tudo é mais fácil quando passámos ao lado.
Tudo é mais fácil quando não vemos.
Tudo é mais fácil quando não sentimos.
Tudo é mais fácil quando não tomámos o tacto.
Tudo é mais fácil quando não mergulhámos.
Tudo é mais fácil quando não compreendemos.
Tudo é mais fácil quando ficámos a norte do sul.
Tudo é mais fácil quando espreitámos e não abrimos.
Tudo é mais fácil quando deixámos desligado.
Tudo é mais fácil quando fingimos que não existimos.
domingo, 15 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Exterior / Interior
"Eu tenho um sonho que as minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver numa nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter."
Martin Luther King
segunda-feira, 12 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A Máquina do Tempo
É estranho pensar que amanhã, ao acordar, o mundo vai acordar estupidamente igual e que certamente o mesmo acontecerá em qualquer dia da minha existência, como sucedeu em 17 anos.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
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